ENERGIA MAIS CARA: Reajuste em taxa extra da conta de luz deve ultrapassar 60% em julho, diz O Globo

Como consequência da crise hídrica que atinge os principais reservatórios do país, o reajuste da bandeira vermelha 2 sobre a conta de luz deve ser de mais de 60%, conforme publicado O Globo nesta segunda-feira (21). Se confirmada a alta, o valor da tarifa extra ficará em torno de R$ 10 a cada 100 quilowatts-hora (kWh).

O diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), André Pepitone, confirmou em evento na última 3ª feira (15.jun) que o valor vai aumentar e chegará ao bolso do consumidor. Na ocasião, no entanto, Pepitone falou em um reajuste superior a 20%, afirmando que a cobrança poderia chegar a R$ 7,57 a cada 100 kWh.

Atualmente, a tabela estabelece uma cobrança adicional de R$ 1,34 a cada 100 kWh consumidos na bandeira amarela; R$ 4,16 na bandeira vermelha 1; e R$ 6,24 na vermelha 2. Não há cobrança adicional na bandeira verde. Desde 1º de junho, a bandeira em vigor é a vermelha 2.

Lula prepara viagem ao Nordeste de olho no MDB e PSB para 2022; ainda não há data da visita ao RN

Depois uma série de encontros com líderes políticos em Brasília e no Rio de Janeiro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai desembarcar em julho para um périplo entre estados do Nordeste com objetivo de reencontrar antigos aliados e buscar novas parceiras mirando a eleição de 2022.

A expectativa é de que o tour pela região aconteça em duas etapas, começando ainda na primeira quinzena de julho. Apesar do PT negar que tenha objetivo eleitoral, o objetivo é buscar aliados para o pleito do próximo ano, em especial o PSB e o MDB, além de testar a popularidade do ex-presidente.

Com informações da agência de notícias Folhapress.

1 em cada 4 senadores é alvo de ação por improbidade administrativa

Levantamento do Estadão em tribunais de todo o País mostra que 21 dos 81 senadores (25,9%) que vão analisar as mudanças na Lei de Improbidade Administrativa respondem a ações em razão de contratos firmados quando eram prefeitos ou governadores. A alteração da lei pode favorecê-los, caso se decida pela retroatividade da mudança, tese apoiada por advogados.

Ao todo, a reportagem encontrou 37 senadores que respondem a ações penais e ou por improbidade – um deles chegou a ser condenado a 2 anos e 8 meses de prisão por peculato, mas a pena estava prescrita. O levantamento foi feito nos Tribunais de Justiça dos Estados, na Justiça Federal, no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF).

Entre as alterações na Lei de Improbidade já aprovadas pela Câmara dos Deputados está a que acaba com a modalidade culposa. Atualmente, um governante pode responder por improbidade por ter agido com descuido, imprudência ou imperícia. Pela alteração, a culpa não será mais admitida, ainda que grave. Será preciso provar o dolo, a intenção do gestor de provocar o dano aos cofres públicos.

Estadão Conteúdo

Caixa paga hoje 3ª parcela do auxílio para nascidos em março

A Caixa paga neste domingo (20) a terceira parcela do auxílio emergencial 2021 para beneficiários nascidos em março.

Os recursos serão depositados nas contas digitais dos beneficiários. Os valores podem ser movimentados pelo aplicativo Caixa Tem para pagamento de boletos, compras na internet e pelas maquininhas de estabelecimentos comerciais. Os beneficiários também conseguem movimentar os recursos usando o Caixa Tem na Rede Lotérica. O saque desta parcela será liberado a partir de 5 de julho.

A Caixa lembra que o calendário da terceira parcela foi antecipado. Marcado inicialmente para encerrar em 12 de agosto, com a possibilidade de saques para os nascidos em dezembro, o terceiro ciclo agora finaliza no dia 19 de julho.

De acordo com a Caixa, central telefônica 111 funciona de segunda a domingo, das 7h às 22h, gratuitamente, e está preparada para atender os beneficiários do Auxílio Emergencial. Além disso, o banco disponibiliza, ainda, o site.

Refugiados no Brasil veem futuro por meio de educação, saúde e esporte

Juntos, nós curamos, aprendemos e brilhamos. O lema desta edição do Dia Mundial do Refugiado, celebrado hoje (20), realça a educação, a saúde e o lazer como importantes instrumentos de integração. Neste ano, a data busca chamar atenção para uma série de problemas enfrentados por aquelas pessoas que, por algum motivo, foram forçadas a mudar de país: dificuldades para encontrar um médico, para colocar seus filhos na escola, para desfrutarem momentos de distração.

O Dia Mundial do Refugiado foi designado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para homenagear os refugiados em todo o mundo e estimular a mobilização social e política para a garantia de seus direitos. É também uma ocasião para promover a empatia e a compreensão com essa população. No Brasil, foi organizada uma programação que inclui oficinas, exposições, saraus, seminários, entre outros. São atividades virtuais e presenciais que irão dar visibilidade para diversas histórias como as de Fiorella Ramos, Marifer Vargas e Lexandra Arrieta, venezuelanas de diferentes faixas etárias. A reposta humanitária brasileira à população de refugiados é uma referência internacional positiva para o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), agência vinculada à ONU.

Nascida no município de Antonio Díaz, no norte da Venezuela, a indígena warao Fiorella Ramos fez da promoção à saúde seu projeto de vida. Ela obteve apoio para se formar médica na Universidade de Havana, em Cuba, e mais tarde, após voltar ao seu país, ampliou sua formação em um internato no Hospital Universitário Ruiz y Páez, na cidade de Bolívar.

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Ato Fora Bolsonaro reúne cerca de 8 mil pessoas em Natal

No dia em que o Brasil chegou à marca de 500 mil mortos por covid-19, milhares de pessoas caminharam em protesto em todo o país. Em Natal, o ato Fora Bolsonaro deste sábado (19 de junho) reuniu pelo menos 8 mil pessoas, de acordo com estimativa da organização do evento.

No Rio Grande do Norte, mais de 6.500 já morreram por causa da doença. Também houve manifestações em Mossoró, Parnamirim, Caicó, Pau dos Ferros e Tibau do Sul.

A caminhada, que começou no cruzamento das avenidas Senador Salgado Filho e Bernardo Vieira, em Tirol, se prolongou por pelo menos três horas, seguindo pela BR-101 até a altura do Natal Shopping. A Polícia Rodoviária Federal orientou a interdição de parte da via.

Os manifestantes usavam máscaras e entidades distribuíram PFF2, que têm maior eficácia na proteção contra o vírus, além de álcool gel para os participantes.

A convocação foi de movimentos sociais, estudantis, Centrais Sindicais e Frentes Brasil Popular, Povo Sem Medo e Potiguar em defesa do Serviço Público. Mais de 400 municípios em todos os estados se somaram ao #19JForaBolsonaro, com atividades desse tipo.

Além do impeachment do presidente da República, os manifestantes pediam por vacinas e auxílio emergencial. “Vacina no braço, comida no prato” e “vacina, pão, saúde e educação” estavam entre as principais palavras de ordem gritadas nesta tarde.

“Mais um dia de luta, mais um dia da classe trabalhadora, da sociedade em geral, nas ruas por mais vacinas, pelo auxílio emergencial de 600 reais, contra a reforma administrativa”, anunciou a presidente da CUT-RN, Eliane Bandeira.

A acusação de genocídio também ecoou por todo o percurso, em resposta aos atos e omissões de Bolsonaro na condução da crise gerada pela pandemia.

agência Saiba Mais fez a cobertura dos atos ao vivo no programa Balbúrdia, por meio do do canal do YouTube (https://cutt.ly/PbWjvB7), com destaque para as manifestações em Natal e Mossoró, além de imagens de todo o Brasil, especialmente na região Nordeste.

agência Saiba Mais

“É chato deixar o vice fora de reuniões com ministros”, desabafa Mourão

Isolado no governo Jair Bolsonaro, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse que não sabe o que se discute no Planalto.

“É muito chato o presidente fazer uma reunião com os ministros e deixar seu vice-presidente de fora”, diz, em tom de desabafo. Em entrevista ao Estadão, ele avalia que isso não é bom para a sociedade. “Eventualmente, eu tenho que substituir o presidente e, se não sei o que está acontecendo, como vou substituir? Não há condições”, completou.

Durante a conversa, realizada por videoconferência por medidas de isolamento social na pandemia, o vice revelou um exemplo concreto de sua exclusão no governo: ele se ofereceu para chefiar a delegação brasileira nas cúpulas do Clima e da Biodiversidade da ONU, neste ano, mas ficou sem resposta até agora.

As informações são do Estadão.

Em 8 eleições para presidente, nenhuma 3ª via deu certo no Brasil

Os resultados das 8 eleições presidenciais de 1989 para cá mostram que a ideia de uma 3ª via tem muito de wishful thinking –quando se confunde desejo com probabilidade real– e quase nada de conexão com a realidade do país. Nunca houve uma 3ª via para valer no Brasil, no sentido do que alguns partidos buscam hoje, com um candidato de centro e fora da polarização esquerda-direita.

Poder360 compilou os resultados de todas essas eleições desde 1989 com dados do TSE e da página Políticos do Brasil. O resultado desse levantamento mostra um histórico desfavorável para que se tenha um 3º candidato competitivo representando forças do chamado centro político. A experiência recente indica ser improvável que surja um nome viável para tirar as vagas de Lula ou de Bolsonaro do 2º turno.

A eleição de 1989 foi a única com um 3º candidato competitivo desde a redemocratização. Mas aquele foi um pleito solteiro, só para presidente. Situação diferente da atual, quando candidatos a presidente, deputado federal, deputado estadual, senador e governador fazem campanha ao mesmo tempo e são votados no mesmo dia.

Em 1989, que teve a 1ª eleição direta para presidente depois da ditadura militar (1964-1985), houve uma clara polarização entre centro-direita, representada por Fernando Collor (PRN, à época) e esquerda, dividida em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Leonel Brizola (PDT). A 3ª via daquela disputa teria sido o tucano Mario Covas (1930-2001), mas ele fracassou e ficou mais atrás, em 4º lugar, sem nunca ter tido chances reais de vencer.

Brizola ficou em 3º, e fora do 2º turno, mas apenas 0,7 ponto percentual atrás de Lula. Seria incorreto dizer que o pedetista era a 3ª via em 1989. Brizola e Lula disputavam a mesma faixa do eleitorado de esquerda, que ficou dividido.

Não deixa de ser notável, entretanto, que a eleição de 1989 tenha sido a única das 8 disputas diretas pós-ditadura em que a diferença entre o 2º e o 3º candidatos ficou abaixo de 5 pontos percentuais. O quadro a seguir mostra a votação no 1º turno:

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