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Bolsonaro assina decreto que incentiva servidor ao trabalho voluntário

O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta quarta-feira, 28, decreto que autoriza a concessão de licença para capacitação de servidores públicos federais para a realização de cursos conjugados com atividades voluntárias. O objetivo é estimular a prática de trabalho voluntário no país. Neste dia 28 de agosto é celebrado o Dia Nacional do Voluntariado.

De acordo com a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, a medida aprimora a Política Nacional de Desenvolvimento de Pessoal e institui maior governança sobre as ações de desenvolvimento dos servidores públicos federais. Em cerimônia no Palácio do Planalto, Michelle, que é presidente do conselho do Programa Nacional de Incentivo ao Voluntariado – Pátria Voluntária, listou ainda outras ações de estímulo ao trabalho voluntário.

Umas das ações é a instrução normativa, a ser editada pelo Ministério da Economia, que estabelece o trabalho voluntário como critério de desempate em seleções públicas. Segundo a primeira-dama, no âmbito do Ministério da Educação, o trabalho voluntário será computado como crédito complementar nas instituições de ensino federais e estaduais.

Será feito ainda um trabalho de divulgação e promoção da Resolução nº 2/2018, do Conselho Nacional de Educação, que estabelece diretrizes nacionais para o voluntariado de estudantes no âmbito da educação básica. “O Artigo 8 preconiza que os sistemas de ensino poderão utilizar os espaços e infraestruturas disponíveis para a realização das atividades de trabalho voluntário visando integrar os educandos às comunidades locais e ao entorno escolar”, afirmou Michelle, em seu discurso.

Em julho, o Ministério da Cidadania lançou o Pátria Voluntária, que busca incentivar a participação dos cidadãos na promoção de práticas sustentáveis, culturais e educacionais voltadas à população brasileira mais vulnerável. O trabalho voluntário, de caráter não-remunerado, é articulado entre o poder público, organizações da sociedade civil e o setor privado.

“O Estado, sozinho, não consegue resolver tudo, o trabalho voluntário fortalece muito a área social e é embalado pela solidariedade humana. O ser humano é humano pela sua capacidade de cooperar, de não deixar as pessoas para trás, de trazer junto na construção de um mundo melhor para se viver”, ressaltou o ministro da Cidadania, Osmar Terra, também presente no evento.

Para ele, as medidas adotadas pelo governo, partindo do funcionalismo público, vão fazer com que a mobilização chegue à área privada, “onde já existe um movimento, mas que pode ser maior”.

São Paulo registra primeira morte por sarampo neste ano

A cidade de São Paulo registrou, nesta semana, a primeira morte por sarampo em 2019. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, a vítima é um homem de 42 anos, sem histórico de imunização contra a doença. O óbito por sarampo foi confirmado ontem (27) e divulgado hoje (28).

De acordo com a secretaria, 2.457 casos de sarampo já foram confirmados em todo o estado neste ano. Deste total, 66,6% se concentram na capital, que registrou 1.637 casos.

Para prevenir a doença, São Paulo continua com a campanha de vacinação contra o sarampo para bebês com idade entre 6 meses e menos de 12 meses. A faixa etária é considerada mais vulnerável a casos graves e óbitos e representa cerca de 13% do total de casos registrados no estado.

O Programa Estadual de Imunização prevê que crianças e adultos na faixa de 1 ano a 29 anos, devem ter pelo menos duas doses da vacina contra o sarampo. Acima dessa faixa, até 59 anos, é preciso receber pelo menos uma dose. Não há indicação para pessoas com mais de 60 anos, público que, potencialmente, teve contato com o vírus do sarampo no passado.

Além do sarampo, a vacina tríplice viral protege contra rubéola e caxumba.

Prefeitura

Por causa do grande número de casos de sarampo na capital, a prefeitura prorrogou a campanha de vacinação contra o sarampo até o dia 31 deste mês. Todas as crianças entre 6 meses e 11 meses e 29 dias e todas as pessoas na faixa entre 15 e 29 anos devem ser vacinadas, independentemente do número de doses tomadas anteriormente.

Ex-funcionários da Brasinox, na Grande Natal, vão receber R$ 23 mi de dívidas trabalhistas

Ex-funcionários que tinham ações trabalhistas e previdenciárias contra a empresa Brasinox, que funcionava em Parnamirim, na Grande Natal, vão receber o pagamento de suas dívidas. Ao todo, são 178 processos e um valor total de R$ 23 milhões que será pago pelo Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN).

A audiência coletiva de cooperação judicial, que ocorre com a Justiça Federal para solucionar o pagamento deste valor, foi marcada para o dia 20 de setembro. As ações trabalhistas tramitam nas Varas de Trabalho do Rio Grande do Norte desde 1992.

Os R$ 23 milhões, que servirão para o pagamento das dívidas, foram conseguidos através da venda do terreno da Brasinox, às margens da BR-101 em Parnamirim, em operação que rendeu R$ 51 milhões e 909 mil em maio deste ano. O terreno tinha uma área de 94.380 m².

O valor é dividido entre as dívidas trabalhistas, que totalizam R$ 11.333.268, 49, mais R$ 12.147.843,31 da Previdência Social.

O ministro Cláudio Mascarenhas Brandão, que é coordenador da Comissão Nacional de Execução Trabalhista do Tribunal Superior do Trabalho, participará da audiência que acontecerá no dia 20 de setembro. A audiência faz parte da programação da Semana Nacional da Execução Trabalhista no Rio Grande do Norte.

Polícia Civil procura homem acusado de bater em três motos e matar cinco pessoas em BR no interior RN

A Polícia Civil está a procura de Glaydson Jácome de Abrantes Sarmento. Contra ele existe um mandado de prisão preventiva, expedido pela Comarca de Pau dos Ferros, referente ao crime de homicídio culposo. O homem é acusado de matar cinco pessoas atropeladas ao dirigir em alta velocidade. O caso aconteceu no último sábado (24), em José da Penha, no Oeste Potiguar.

De acordo com a Polícia Civil, equipes da 4ª DRP deram início às investigações no mesmo dia do crime, quando reuniram provas de que Glaydson dirigia em alta velocidade, saltando quebra-molas e invadindo a contramão na BR-405.

A conduta, segundo a polícia, colocou em risco a vida de outras pessoas, que, inclusive, precisaram dirigir fora da pista para não serem atropeladas. No crime, o motorista bateu em três motocicletas e provocou cinco mortes.

a segunda-feira (26), policiais civis foram até o município de Souza, na Paraíba, para cumprir o mandado, mas Glaydson Jácome não foi encontrado em sua residência. As buscas continuam.

A Polícia Civil solicita a ajuda da população no envio de informações para identificar e localizar os autores do crime. Informações podem ser enviadas de forma anônima, através do Disque Denúncia 181 do Disque Denúncia da 4ª DRP, por meio do aplicativo WhatsApp, através do número: (84) 99614-1687.

Foto: Divulgação/Polícia Civil RN

Governo Bolsonaro resolve combater incêndio e desmatamento da Amazônia

Com o seu governo sendo chacota em nível mundial, o Presidente Jair Bolsonaro, resolveu combater incêndio e desmatamento na Amazônia.

Nos últimos dias, a Amazônia vem sendo devastada por queimadas e segundo especialistas, o fogo se alastra a cada segundo, sem controle.

Embora no último sábado Bolsonaro tenha recuado, pedindo diálogo em seu pronunciamento em rede nacional, durante toda semana, o presidente via as queimadas com um ataque ao seu governo.

Com a reação de países desenvolvidos, entre eles Alemanha e França, Bolsonaro resolveu recuar, pois cientistas políticas acreditam que o presidente esperava uma reação favorável ao seu governo por parte de Trump, presidente dos EUA. O fato não teve sucesso.

Bolsonaro ficou só e o jeito foi fazer o seu papel, ser presidente de todos.

Hoje (24), o Exército já enviou aeronaves de combate a incêndio e o Ministro Moro decidiu enviar a Força Nacional para combate ao desmatamento da Amazônia.

PANELAÇO

Ontem (23), durante pronunciamento do Presidente Jair Bolsonaro, a reação de cidades apoiadoras do seu governo foi bater panela. O episodio fez recordar quando a ex-presidente Dilma Rousseff fez pronunciamento em cadeia nacional e os moradores de condomínios de alto padrão fizeram o mesmo. Acredita-se que assessores do Presidente Bolsonaro, o aconselharam que tomasse medidas imediatas para combater o incêndio e impedir o desmatamento na Amazônia.

Analistas acreditam que popularidade de Bolsonaro deve cair ainda mais nos próximos meses.

Pequenos negócios criaram 95% das vagas em julho, diz Sebrae

As micro e pequenas empresas criaram 41,5 mil empregos com carteira assinada no mês de julho. Os dados foram compilados pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Segundo o levantamento, os pequenos negócios foram responsáveis por 95% dos empregos gerados em todo o país.

Com os números das grandes empresas e da administração pública, foram criados 43,8 mil empregos formais. De janeiro a julho deste ano, as micro e pequenas empresas abriram 437,6 mil vagas, 2,4% acima do registrado no mesmo período do ano passado.

O presidente do Sebrae, Carlos Melles, disse que esses empreendedores são a alavanca para a economia e vitais para a geração de emprego e renda no país. Segundo Melles, é mais um motivo para que o país invista em melhoria do ambiente de negócios do setor, diminuição da burocracia e incentivo à competitividade.

Os pequenos negócios do setor de serviços foram os que mais criaram vagas (20 mil). Os destaques foram o ramo imobiliário, com 15,2 mil empregos, e o setor da construção civil, com 14 mil postos.

São Paulo liderou a geração de empregos em julho, com mais 12,8 mil vagas, seguido por Minas Gerais, com 7,5 mil. A Região Sudeste teve o maior volume de novos postos (20 mil), seguido pelo Centro-Oeste, com 6,7 mil vagas.

Seguro facultativo garante benefícios do INSS a quem não tem emprego

Cidadãos que não exercem atividade remunerada, como donas de casa, estudantes e desempregados, podem contribuir para a Previdência Social e, assim, garantir benefícios como auxílio-doença, aposentadoria, salário-maternidade e pensão para os dependentes. Este é o segurado facultativo, uma categoria de contribuinte válida para pessoas com mais de 16 anos.

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) também oferece a opção de recolhimento para contribuintes individuais (autônomos – têm fonte de renda) e microempreendedores individuais, além da obrigatoriedade de contribuição para aqueles que têm carteira assinada.

Segundo a Secretaria da Previdência do Ministério da Economia, o último dado disponível sobre segurados facultativos é de 2017. Naquele ano, eles eram 1,210 milhão de contribuintes, 2,36% do total de segurados do INSS.

Número de contribuintes para o Regine Geral de Previdência Social – 2017

Total: 51.138.581

Empregados: 39.051.846

Contribuinte Individual: 9.408.057

Trabalhador Doméstico: 1.466.080

Facultativo: 1.210.495

Segurado Especial: 2.103

Por estar desempregado, o consultor administrativo-financeiro Laércio da Rocha Guilherme, de 55 anos, contribui como segurado facultativo há cerca de dois anos e seis meses. O objetivo de Guilherme é ganhar tempo de contribuição para a aposentadoria, enquanto não consegue recolocação no mercado de trabalho. “Como fiquei sem vínculo empregatício, vai contar como tempo de contribuição”, disse.

Uma das formas de contribuição como segurado facultativo e que dá direito a todos os benefícios previdenciários é com a alíquota mensal de 20%. A alíquota é aplicada sobre valores entre o salário mínimo (R$ 998,00) e o teto previdenciário (R$ 5.839,45). Ou seja, o mínimo que pode ser pago é R$ 199,60 (20% do salário mínimo) e o máximo, R$ 1.167,89 (20% do teto).

Há duas outras opções de contribuição: o Plano Simplificado de Previdência, com alíquota de 11% do salário mínimo (R$ 109,78) e o Facultativo de Baixa Renda, com alíquota de 5% do salário mínimo (R$ 49,90). De acordo com as regras atuais, nesses dois tipos de contribuição, o segurado tem direito a todos os benefícios da Previdência Social, exceto à aposentadoria por tempo de contribuição, ou seja, a aposentaria é por idade.

A modalidade Facultativo de Baixa Renda é exclusiva para homem ou mulher de famílias de baixa renda e que se dedique exclusivamente ao trabalho doméstico na sua residência (dona de casa) e não tenha renda própria (incluindo aluguel, pensão alimentícia e pensão por morte, entre outros valores). Nesse caso é preciso ter renda familiar de até dois salários mínimos, sendo que o Bolsa Família não entra no cálculo; estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), com situação atualizada nos últimos dois anos. A inscrição do cadastro é feita no Centro de Referência e Assistência Social (CRAS) do município.

Pagamento

Todos os contribuintes que fazem o recolhimento sobre o salário mínimo podem optar pelo pagamento trimestral. Para isso, eles devem usar o código específico de contribuição trimestral e contribuir com valor de remuneração mensal multiplicado por três.

No caso do pagamento mensal, o prazo para pagamento da contribuição dos facultativos é sempre o dia 15 de cada mês, prorrogando-se para o dia útil subsequente quando não houver expediente bancário.

Quando o atraso do pagamento é superior a seis meses, o contribuinte facultativo perde a condição de segurado e, consequentemente, o acesso aos benefícios do INSS.

Inscrição

Para se inscrever como facultativo, o segurado pode ligar para o telefone 135. Se o segurado tiver o número do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), não precisa se inscrever na Previdência. Nesse caso, o número desse documento deverá ser anotado na guia de contribuição (GPS). Essa guia poderá ser preenchida e impressa no site da Previdência ou adquirida em papelarias.

No site do INSS, há a lista de códigos de pagamento para gerar a guia de contribuição.

Vale a pena contribuir como facultativo?

O advogado Alexandre Vasconcelos, membro da Comissão Especial de Direito Previdenciário da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), considera a contribuição facultativa benéfica para os cidadãos por envolver “uma proteção social ampla”. “A Previdência Social concede benefícios em diversas situações: idade avançada, tempo de contribuição mínimo, em caso de incapacidade temporária, invalidez permanente, salário-maternidade, em caso de prisão, a família recebe o auxílio, pensão por morte. A previdência pública tem uma teia de proteção social muito alargada”, disse o advogado. Ele destacou que, no caso da previdência privada, não há atualmente garantia de valor mínimo de aposentadoria.

Vasconcelos esclareceu que a reforma não traz nenhuma mudança específica para o segurado facultativo. “A mudança é para todos os tipos de segurados: facultativo, autônomo, trabalhador com carteira assinada. O segurado facultativo que vier a se tornar incapaz fará jus ao auxílio-doença, ou ao se tornar inválido, fará jus à aposentaria por invalidez”, disse.

Com a reforma da Previdência, lembrou Vasconcelos, o calculo de benefícios como auxílio-doença e aposentadoria de invalidez vai mudar para todos os segurados. No caso do auxílio-doença, atualmente são pagos 91% do salário de benefício do segurado e da aposentaria por invalidez, 100%. “Com a reforma, a regra geral será 60% da média [do salário] e mais 2% do que ultrapassar 20 anos de tempo de contribuição. Não importa se é autônomo, facultativo, se é trabalhador regido pela CLT [Consolidação das Leis do Trabalho]. A aposentaria por invalidez só será 100% se for decorrente de acidente de trabalho”, disse.

O advogado acrescentou que o cálculo da aposentadoria é feito atualmente com base nos 80% maiores salários. São desconsiderados os 20% menores valores. “Com a reforma, vai ser feito o cálculo com 100% dos salários de contribuição. Então, isso também faz cair o valor da média e, consequentemente, o valor do benefício.”

“A reforma da Previdência tem cinco pilares: fazer você pagar mais, por mais tempo para receber menos, por menos tempo. O segurado facultativo, assim como os outros, receberá menos. Agora quem contribui na base de um salário mínimo, terá o salário mínimo garantido. Quem ganha mais, o benefício vai se reduzir. O quinto pilar da reforma é, com tudo isso, fazer você migrar para uma previdência complementar, privada”, disse.

Vasconcelos lembrou que o governo pretende enviar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para criar um sistema de capitalização, que não passou pela Câmara dos Deputados durante a tramitação da reforma da Previdência. A capitalização é um sistema em que cada trabalhador tem uma conta individual de Previdência.

O sistema de capitalização integrava a proposta de reforma da Previdência enviada pelo governo federal em fevereiro para a Câmara, mas o relator da PEC na Comissão Especial da Câmara, Samuel Moreira (PMDB-SP), retirou esse item de seu parecer. A reforma da Previdência agora está em tramitação no Senado.

O governo enviou a proposta de reforma da Previdência por considerar o sistema atual insustentável no longo prazo, devido ao crescente déficit. Nos 12 meses encerrados em junho deste ano, o déficit da Previdência estava em R$ 199,117 bilhões, de acordo com dados do Banco Central.

Mudança no texto

Atualmente, o Artigo 201 da Constituição Federal determina que a Previdência tenha cobertura para eventos de “doença, invalidez, morte e idade avançada.” O texto da reforma muda essa redação, dizendo que a cobertura será para “eventos de incapacidade temporária ou permanente para o trabalho e idade avançada”.

Segundo a Secretaria de Previdência do Ministério da Economia, essa alteração no texto “modernizou o conceito de afastamento, para que seja considerada a incapacidade para exercer a atividade habitual, e não a doença em si”. “O critério é utilizado em vários países do mundo. O contribuinte obrigatório continua a ter direito ao auxílio-doença, se comprovada incapacidade para o trabalho. O contribuinte facultativo – caso de estudantes e donas de casa, por exemplo – também continua com direito ao auxílio, se comprovada incapacidade para exercer sua atividade habitual.”

Quatro estados pedem ajuda das Forças Armadas para combate a incêndios

O governo confirmou hoje (24) que os estados de Roraima, Rondônia, Tocantins e Pará pediram ajuda do Executivo federal para combater incêndios florestais. Segundo o Ministério da Defesa, cerca 44 mil militares das Forças Armadas estão continuamente na Região Amazônica e poderão ser empregados nas operações.

A confirmação foi feita pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, durante entrevista à imprensa. Salles adiantou ainda que aguardava os pedidos de ajuda do Acre e de Mato Grosso. Ele participou de uma reunião na manhã deste sábado com o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva. 

O Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles,  fala à imprensa, após reunião com os integrantes do Centro de Operações

Ontem (23), o presidente Jair Bolsonaro assinou o decreto que autoriza o emprego das Forças Armadas para ajudar no combate aos incêndios na Floresta Amazônica. O decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) vale para áreas de fronteira, terras indígenas, unidades federais de conservação ambiental e outras áreas da Amazônia Legal. 

Segundo o ministro da Defesa, a adesão dos governos locais é importante para que o trabalho de combate a crimes ambientais e a incêndios não se limitem às áreas federais.

“É importante a adesão dos governos senão nós vamos ficar limitados às áreas federais, que são as unidades de conservação e as terras indígenas. Já é alguma coisa, mas não é o suficiente. Tem que ser uma união de todos. Todo mundo ajudando é melhor”, disse o ministro. 

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que os estados terão apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgãos que pertencem à pasta, para o combate aos incêndios. 

“Não é possível desenvolver atividades de fiscalização sem o apoio estadual. Com a GLO Ambiental tenho certeza que, com envolvimento do Ministério da Defesa, das Forças Armadas, teremos muita efetividade naquilo que já vínhamos tentando fazer com muita força desde o início do ano”, afirmou. 

Segundo o Estado-Maior das Forças Armadas, que coordena as operações, as primeiras medidas foram tomadas neste sábado. Um helicóptero do Ibama e dois aviões de combate a incêndios serão enviados para Porto Velho. 

Um centro de operações instalado no ministério coordena as ações. 

Recursos

O Ministro da Defesa, Fernando Azevedo,  fala à imprensa, após reunião com os integrantes do Centro de Operações

O Ministro da Defesa, Fernando Azevedo, fala à imprensa, após reunião com os integrantes do Centro de Operações – Antonio Cruz/Agência Brasil

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, também disse que a pasta tem previsto no orçamento R$ 28 milhões para gastos com ações de GLO, mas o valor está contingenciado. No entanto, segundo o ministro, o descontingenciamento já foi acertado com o ministro da Economia, Paulo Guedes, durante uma reunião. “Eu estou numa fase em que eu só acredito quando eu abrir o cofre e ver”, afirmou. 

Presidente

O presidente Jair Bolsonaro comentou o trabalho do governo federal ao sair hoje (24) do Palácio do Alvorada a caminho de um almoço marcado com o vice-presidente, Hamilton Mourão, no Palácio do Jaburu.

“O que nós podemos fazer estamos fazendo. Se eu tivesse milhões de pessoas não conseguiria fazer prevenção. Pessoal faz queimada. É quase uma tradição da região”, afirmou Bolsonaro, destacando que, se for preciso, vai à Amazônia conferir de perto a situação.

Apoio aéreo

A Força Aérea Brasileira (FAB) disponibilizou duas aeronaves C-130 Hércules para apoio aos trabalhos de combate aos incêndios florestais. Os aviões que saem de Porto Velho (RO) já estão sobrevoando as áreas atingidas pelo fogo.

Agência Brasil

No Dia do Ciclista, campanha alerta sobre uso seguro da bicicleta

A Campanha Bicicleta Segura, da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (Sbot), chama a atenção para o Dia do Ciclista, comemorado nesta segunda-feira (19). O presidente da Sbot, Moisés Cohen, disse que a campanha visa a orientar as pessoas na prevenção de lesões em acidentes envolvendo bicicletas. Somente no ano passado, 11.741 brasileiros foram internados por envolvimento em acidentes com bicicleta, gerando custo superior a R$ 14 milhões ao Sistema Único de Saúde (SUS), informou Cohen. A campanha será desenvolvida até o fim deste mês.

Ele lembrou que aumentou muito a prática do ciclismo nas grandes cidades, motivada pelo baixo custo, a  rapidez, praticidade, saúde e preocupação ambiental. Por outro lado, pelo fato de as cidades, em sua maioria, não terem estrutura para o ciclismo e também porque as pessoas não têm orientações para entender a bicicleta como um esporte, a atividade pode acabar trazendo problemas. O ciclista “deve estar paramentado, ou seja, com capacete, que é algo fundamental, e obedecer às regras”, disse o ortopedista.

Conscientização

Caminhos, Reportagem, Bicicletas
Caminhos, Reportagem, Bicicletas – Imagens TV Brasil

“Acho que essa orientação, essa conscientização é importante, baseada no aumento das lesões que os ortopedistas têm encontrado”. Um trauma no crânio, como resultado de uma queda de bicicleta, por exemplo, pode representar risco para o ciclista. Moisés Cohen informou que as fraturas mais comuns quando o ciclista cai da bike são da clavícula, na região do ombro. “A articulação do ombro é aquela que é mais comprometida nas quedas. E a Sbot vive alertando para isso”.

Para evitar que fraturas e outras lesões aconteçam, a entidade recomenda que os ciclistas se protejam, tomem cuidado e andem em lugares adequados, com bicicletas também adequadas. “Acho que essa é uma campanha importante para a conscientização da população”, reforçou. A campanha é online e cada regional da Sbot tem liberdade para divulgá-la da forma que preferir.

Cohen alertou que não há no Brasil dados referentes a ciclistas que ficaram com sequelas irreparáveis e que, “muito provavelmente”, incluem traumas na cabeça, coluna, pernas e braços, que resultaram em afastamento do trabalho, perda da capacidade de realizar tarefas simples do dia a dia e, até mesmo, pedalar.

Segundo a Sbot, a cada dois dias, pelo menos um ciclista internado em hospital público de São Paulo morre vítima de acidente de trânsito. As principais causas de acidentes são embriaguez de motoristas de automóvel, desrespeito às leis de trânsito e bicicletas no mesmo espaço que outros veículos.

Motoristas

A campanha não se prende apenas ao ciclista. O presidente da Sbot ressaltou que, indiretamente, a campanha é mais importante para o motorista de automóveis, ônibus e caminhões, porque os acidentes graves que ocorrem nas cidades são principalmente causados por esses condutores de veículos. Os acidentes são de grande monta e, geralmente, ocorrem à noite, vitimando em especial ciclistas que pedalam em grupo. “Você tem os dois lados: o lado da queda casual e o lado dos acidentes que trazem, geralmente, consequências muito mais sérias”.

A campanha visa a estimular a população a agir com cidadania e segurança. Entre as recomendações feitas pela Sbot aos ciclistas estão o respeito às leis de trânsito; o uso das ciclovias; o cuidado ao passar por carros estacionados; a circulação sempre do lado direito da via, próximo ao meio-fio e no mesmo sentido dos veículos. Além disso, respeito, atenção e prevenção são palavras-chave para quem usa a bicicleta diariamente, lembra a entidade.

As dicas de segurança incluem equipamentos (usar sempre capacete, luvas e óculos); iluminação (usar sempre luz branca na frente e vermelha atrás); velocidade (andar em uma velocidade compatível à via); não ultrapassar o sinal vermelho; usar sempre calçados fechados para pedalar; e seguir a orientação ergonômica para evitar possíveis problemas no joelho.

Dia do Ciclista

O Dia do Ciclista é celebrado em 19 de agosto e homenageia o biólogo Pedro Davison, que morreu atropelado em 2006, em Brasília, aos 25 anos de idade, enquanto pedalava no Eixão Sul, via expressa da capital federal, que é fechada ao tráfego de veículos aos domingos para se transformar em área de lazer. A data entrou no calendário oficial do país. Sua aprovação tem o objetivo de estimular o uso da bicicleta, a cidadania e a mobilidade sustentável e plural, além de criar novas oportunidades para promover a educação para a paz no trânsito.

Cônsul defende crescimento de parceria econômica entre RN e Alemanha

O cônsul honorário da Alemanha, Axel Geppert, destacou que o país defende o fortalecimento de parcerias econômicas com o Estado do Rio Grande do Norte. Segundo ele, a Alemanha tem projetos com algumas instituições presentes no RN como a Federação do Comércio de Bens Serviços e Turismo (Fecomércio), o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

Durante entrevista à rádio Agora FM (97,9 FM), Axel contou que o Estado potiguar já recebeu da Alemanha um dessalinizador que funciona à base de energia solar. Além disso, uma equipe do Centro de Tecnologia do Gás e Energias Renováveis (CTGAS-ER), da área de biogás, foi treinada por profissionais alemães para reaproveitar a cabeça e a casca do camarão, que eram descartados. A solução foi transformar os restos do crustáceo em uma fonte de energia renovável.

Além disso, o CTGAS possui uma máquina, também doada pela Alemanha, que permite avaliar o potencial de biogás de determinados produtos. Outra inovação apresentada pelo país foi o conceito de “casa passiva”, um imóvel que exige pouco consumo de energia.

“Nós fizemos a doação de uma casa completa para o Senai, a primeira no conceito de casa passiva, que é uma casa de eficiência energética. Ela consome algo em torno de 15% do que uma casa comum consome. Mantém sua temperatura em torno de 26 graus com umidade em média de 50%, ou seja, não tem mofo dentro”, disse.

A partir disto, o cônsul revelou que o Senai vai ministrar cursos voltados à construção de casas com eficiência energética e que será a primeira casa da América do Sul com conceito este construtivo, certificado pelo Instituto de Casa Passiva da Alemanha (Passive House Institute).

As áreas de construção civil mineração, turismo e fruticultura são as que mais interessam aos alemães. Em 2015, o Rio Grande do Norte exportava 70 toneladas de produtos como frutas e peixes, semanalmente. Atualmente, este número é ainda maior: são enviadas 120 toneladas para o país.

“Duas vezes por semana sai um voo de carga daqui de Natal direto para Frankfurt levando frutas, peixe e outros produtos. De Natal direto para a Alemanha. Frutas tropicais de uma forma geral, que são produzidas aqui”, revelou Geppert.

Nos dias 15, 16 e 17 de setembro, o Centro de Convenções de Natal vai receber o evento Encontro Econômico Brasil e Alemanha 2019 (EEBA). O encontro já acontece há 36 anos. Nos anos pares é realizado na Alemanha e nos anos ímpares no Brasil. A última edição no Brasil aconteceu em Porto Alegre, onde participaram mais de 2600 empresas. É a segunda vez que o Nordeste recebe o evento, a primeira vez foi há 10 anos em Fortaleza, no estado do Ceará.

“O Encontro Econômico Brasil e Alemanha é um evento de grande magnitude, onde as comissões mistas Brasil e Alemanha se encontram. Nós receberemos aqui duas delegações e ministérios federais da Alemanha, além do embaixador, equipe da embaixada e do consulado geral. Vários empresários alemães já estão inscritos. Vai ser muito interessante para o Nordeste brasileiro porque o evento tem o foco de mostrar o potencial dessa região”, conclui Axel.

AgoraRN