Governo do RN vai adquirir 2,1 milhões de seringas para vacinação da Covid-19

O Governo do Rio Grande do Norte vai adquirir 2,1 milhões de seringas para as primeiras fases de aplicação da vacina contra a Covid-19 entre os potiguares.

A expectativa da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) é de que os insumos estejam disponíveis até o dia 21 de janeiro de 2021 – data estimada para o início do plano de imunização estadual. Para que isso ocorra dentro das estimativas, o Ministério da Saúde precisa ter iniciado a distribuição das doses do Plano Nacional de Imunização (PNI) ainda na primeira quinzena de janeiro.

De acordo com o plano de Vacinação do Estado do Rio Grande do Norte, estão em fase de aquisição total de dois milhões de seringas, com agulhas de 25×6, destinadas especificamente à vacinação contra Covid-19.

Além disso, outras 150 mil seringas (com agulha 20×5,5) também serão adquiridas para a imunização contra o novo coronavírus. A Secretaria Estadual de Saúde Pública não informou o valor que será gasto com a compra dos insumos. Também informou como será o processo de compra nem se será feito com dispensa de licitação.

Segundo apurou o Agora RN, a partir do registro de preço em licitações abertas em outras unidades da Federação, o custo das seringas com agulhas 25×6 pode variar entre R$ 4,96 até R$ 13 – para a caixa com 100 unidades. Já as caixas com seringas 25×5,5 variam entre R$ 6 e R$ 11. Em 11 de dezembro, no anúncio do plano de vacinação, o governo estadual anunciou R$ 1,1 milhão para a rede de frios (câmaras frias e salas de vacinação) e outros R$ 4 milhões em insumos para a aplicação das vacinas, como as seringas, luvas, máscaras e outros equipamentos de proteção dos servidores da saúde que irão aplicar as vacinas.

Caso o Ministério da Saúde disponibilize as vacinas na primeira quinzena de janeiro, o Rio Grande do Norte pretende imunizar os primeiros potiguares em 21 de janeiro. A estimativa inicial é de imunizar 730 mil pessoas nas três primeiras fases de vacinação.

O plano nacional prevê a adesão do Brasil às seguintes vacinas: consórcio Covax Facility, Oxford/Astrazeneca, Pfizer, Instituto Butantã, Bharat Biotech, Moderna e Janssen. A estimativa inicial. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, o governo deve armazenar os imunizantes na Central Estadual de Rede de Frio, em Natal, e, em seguida, as vacinas serão transportadas para seis centrais regionais de saúde — que serão responsáveis pela distribuição das doses das vacinas aos municípios.

Caberá às prefeituras o transporte das vacinas para os postos de saúde. A estrutura conta com uma Central Estadual, além das gerências localizadas nos municípios de João Câmara, São José do Mipibu, Mossoró, Pau dos Ferros, Santa Cruz e Caicó.

Agora RN

Anvisa muda regras para uso emergencial de vacina contra covid-19

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alterou ontem (29) dois pontos dos requisitos mínimos para submissão de pedido de autorização de uso emergencial de vacinas para covid-19.

“A publicação foi alterada em pontos específicos referentes aos documentos a serem submetidos à agência”, disse a Anvisa, em nota.

A mudança foi divulgada um dia depois da farmacêutica Pfizer informar, em comunicado, que não solicitará o uso emergencial de sua vacina no Brasil.

O imunizante foi desenvolvido em parceria com a empresa alemã BioNtech e já é utilizado em países como Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha e França, entre outros. 

A Anvisa modificou um dos pontos destacados pela Pfizer como entrave para o uso emergencial. O dispositivo exigia a apresentação de um cronograma de distribuição da vacina específico para o Brasil, bem como a informação precisa da quantidade de produto acabado disponível para compra. Segundo a multinacional farmacêutica, tais pontos “só poderão ser definidos na celebração do contrato definitivo”.

Novas regras

Pelas novas regras da Anvisa, passou a ser necessário apresentar somente “informações sobre a previsão da quantidade de produto acabado disponível para importação e/ou disponibilização”.

O outro ponto alterado diz respeito ao Termo de Consentimento Livre e Esclarecido a ser elaborado com os dados específicos da vacina que se pretende autorizar para uso emergencial.

A Anvisa incluiu nos requisitos a sugestão de que seja utilizado o modelo simples disponibilizado pelo governo do Reino Unido. Pode ser empregado também “outro modelo desenvolvido pela empresa”, segundo a nova redação do Guia 42/2020.

No comunicado de segunda-feira (28), a Pfizer disse ter se reunido com técnicos da Anvisa em 14 de dezembro para esclarecer as dúvidas sobre o pedido de uso emergencial, e que, até aquele momento, concluiu ser mais célere submeter a vacina aos trâmites normais de autorização.

Agência Brasil