Trump diz estar tomando hidroxicloroquina

Trump diz estar tomando hidroxicloroquina

Donald Trump disse hoje estar tomando hidroxicloroquina, apesar de não ter sido infectado pelo novo coronavírus, de acordo com os testes que fez e de a substância não ter eficácia comprovada por estudo científico.

O presidente dos EUA disse ter consultado o médico da Casa Branca, que não recomendou explicitamente o remédio. “Perguntei a ele: o que você acha? Ele disse ‘bem, se o senhor quiser’.”

Trump afirmou ainda que toma o medicamento há cerca de uma semana e meia, juntamente com um suplemento de zinco.

“Aqui está a minha evidência: recebo muitos testemunhos positivos sobre isso. Até agora, parece que estou bem”, declarou.

O Antagonista

Gugu Liberato, um dos maiores nomes da TV brasileira, morre aos 60 anos

Foto: Estadão

Gugu Liberato, um dos maiores nomes da TV brasileira, morreu aos 60 anos em Orlando, nos Estados Unidos, anunciou nesta sexta-feira (22) a sua assessoria de imprensa. Ele estava internado desde quarta-feira (20) em um hospital da cidade, depois de sofrer uma queda em casa e bater a cabeça.

A morte encefálica foi confirmada pelo médico Guilherme Lepski, neurocirurgião brasileiro chamado pela família, segundo o comunicado. Lepski chegou a Orlando nesta sexta.

Ele diz que Gugu voltou de viagem à Ásia na própria quarta. Ao subir ao sótão, para verificar o ar-condicionado, pisou em uma área feita de gesso (drywall) e caiu no chão da cozinha, de uma altura de quatro metros.

Artistas, amigos e apresentadores lamentaram a morte de Gugu. “Quantos momentos lindos juntos, querido @guguliberato. Sempre tão carinhoso e amigo. Você faz parte da minha história e da história da TV brasileira, dos programas de auditório”, escreveu Angélica.

“Muito triste, eu lamento a sua partida”, escreveu Ana Maria Braga. Já Luciano Huck afirmou: “Vá em paz, querido Gugu. Triste como amigo, triste como admirador, triste como colega, triste como espectador. O Brasil perde um comunicador que escreveu capítulos importantes da TV brasileira”.

Gugu tinha três filhos com a médica Rose Miriam di Matteo: João Augusto, de 18 anos, e as gêmeas Marina e Sophia, de 15 anos.

Em evento na França, governadores discutem criação de rota de gás natural no Nordeste

Debate sobre o uso de energias limpas foi destaque nesta segunda-feira, 18, durante a missão internacional do Consórcio Nordeste, que acontece em Paris. Com interesse na criação de ‘blue corridors’, rota de transporte de gás natural entre os nove estados nordestinos, os governadores estiveram com representantes da Golar Power, joint venture entre a norueguesa Golar e o fundo norte-americano Stonepeak.

Denominado ‘Rota Azul’, o projeto de integração no Nordeste inclui a instalação de postos de combustíveis capazes de fornecer gás natural liquefeito (GNL) para veículos de carga. Em outros países, a exemplo da China, Espanha e Alemanha, os caminhões e ônibus movidos a gás natural já são realidade. Quando concretizado, o projeto representará nova realidade ao transporte de cargas e de passageiros para a região.

Na ocasião, o secretário de Gestão de Projetos, Fernando Mineiro, integrante da comitiva do Rio Grande do Norte, destacou a situação do turismo entre os nove estados e como a atividade tende a crescer internamente com as medidas implementadas pelo Consórcio. “A região perdeu a capacidade de articular a atividade do turismo de uma forma interna. O Consórcio busca responder essa demanda e enfrentar essa lacuna, que é bastante clara quando a gente estuda os movimentos e os fluxos do turismo na região”, explicou.

O vice-presidente da Golar no Brasil, Marcelo Sacramento, disse que o plano de trabalho da empresa prevê inúmeras oportunidades de investimentos. “A disponibilidade do gás para carros e caminhões nas rodovias do Nordeste irá gerar uma nova dinâmica no transporte da região. Novas empresas irão se instalar e as já existentes vão ganhar competitividade”, ponderou.

O gás natural é considerado combustível de transição da economia de carbono, em razão das vantagens econômicas, geopolíticas e ambientais. Quando condensado, ele pode ser transportado em carretas ou navios gaseiros, permitindo atender localidades que não possuem gasodutos. Um dos benefícios do uso de GNL é a redução da emissão de poluentes.

“Muito importante esse conjunto de investimentos estruturadores na região Nordeste, sobretudo por se tratar de um combustível menos poluente”, comentou o governador de Pernambuco, Paulo Câmara. O Nordeste possui uma extensa malha de gasodutos cobrindo o litoral e a maior malha de rodovias do Brasil, além de complexos portuários com infraestrutura para atender a demanda interna e externa.

Ainda em Paris, nesta segunda, 18, os governadores se reuniram com a Voltalia, grupo francês que investe em energias renováveis em 20 países, incluindo o Brasil. No Nordeste, a empresa possui atividades no Rio Grande Norte há mais de dez anos, onde possui 25 parques de energia eólica. Os estados nordestinos se destacam pela presença expressiva de fontes renováveis de energia. A fonte eólica já é responsável por 29% da matriz elétrica da região, enquanto a solar responde por 3%.

“Estivemos reunidos com representantes da Voltalia e mais uma vez falamos sobre a ampliação dos investimentos da empresa na região e discutimos parcerias. Esse foi um desdobramento do encontro que houve em março em Natal, quando foi anunciado o projeto de expansão no município de Serra do Mel contemplando mais R$ 1,5 bilhão em investimentos no Estado”, afirmou a governadora do RN, Fátima Bezerra.

Atualmente, o grupo dispõe de 16 parques instalados no Estado e outros 9 em construção, totalizando 25 unidades. Um dos que está em andamento é o EOL Ventos Serra do Mel que tem previsão de iniciar suas operações em outubro deste ano, mas com conclusão das obras em 2020. São 1014 pessoas empregadas na obra, sendo 47% de mão de obra local promovendo geração de emprego e renda.

UNESCO

Encerrando os compromissos de hoje, os governadores foram até a sede da União das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), onde entregaram proposta de memorando de entendimento, que assegura a cooperação dos estados nordestinos com a Unesco para o desenvolvimento de projetos na região, alinhados aos objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

A proposta dos parlamentares é de cooperação com a Unesco e tem os seguintes objetivos: promover uma educação de qualidade; alcançar a igualdade de gênero; garantir disponibilidade de água limpa e saneamento; viabilizar infraestrutura robusta, industrialização inclusiva e sustentável e estímulo à inovação; conservar a vida subaquática; e promover a paz, com acesso à justiça para todos e estruturação de instituições fortes.

“Fomos muito bem recebidos pelo diretor adjunto da Unesco. Ele recebeu muito bem a comitiva e a proposta que apresentamos para o estreitamento de uma parceria com a instituição em temas de importância ímpar e que seguem as diretrizes de desenvolvimento sustentável estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) nas áreas de educação, saneamento, justiça, segurança e meio ambiente”, ressalta o governador do Piauí, Wellington Dias.

Além do chefe do poder executivo piauiense, participam da missão na Europa os governadores Rui Costa (Bahia), Renan Filho (Alagoas), Camilo Santana (Ceará), João Azevêdo (Paraíba), Paulo Câmara (Pernambuco), Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte), assim como o vice-governador Carlos Brandão (Maranhão). O governador de Sergipe, Belivaldo Chagas, está representado pelo superintendente de Parcerias Público Privadas, Oliveira Junior.

Depois de Paris, o grupo estará em Roma, na quarta-feira (20), e em Berlim, na quinta, 21, e sexta-feira, 22. O objetivo da viagem é atrair investimentos para áreas de interesse dos nove estados do Nordeste, que reúnem 27,2% da população.

Evo Morales renuncia à presidência da Bolívia

Evo Morales renunciou neste domingo (10) ao cargo de presidente da Bolívia, após uma escalada nas tensões no país. O anúncio foi feito em rede nacional, pela televisão.

O vice-presidente, Álvaro García Linera, também apresentou a renúncia.

“Decidi, escutando meus companheiros, renunciar ao meu cargo da presidência”, disse Evo.

Logo em seguida, ele atacou seus opositores Carlos Mesa e Luis Fernando Camacho.

“Por que tomei essa decisão? Para que Mesa e Camacho não sigam perseguindo meus irmãos dirigentes sindicais. Para que Mesa e Camacho não sigam queimando a casa dos governadores de Oruro e Chuquisaca.”

Veja o momento em que Evo Morales renuncia a presidência da Bolívia

Evo ainda classificou a situação como um golpe:

“Lamento muito esse golpe cívico, e de alguns setores da polícia que se juntaram para atentar contra a democracia, contra a paz social com violência, com amedrontamento para intimidar o povo boliviano.”

Depois de acusar a oposição de atos violentos, ele terminou: “Por essas e muitas razões, estou renunciando, enviando a minha carta renúncia à Assembleia Legislativa Plurinacional da Bolívia. Muito obrigado”.

Evo havia dito, mais cedo neste domingo (10), que convocaria novas eleições, após a Organização dos Estados Americanos, OEA, divulgar que as eleições de 20 de outubro haviam sido fraudadas. Ele lembrou isso em seu pronunciamento de renúncia: “De manhã cedo estivemos reunidos com alguns ministros e decidimos, inclusive, renunciar ao nosso triunfo para que novas eleições ocorram em toda a amplitude”.

Não está claro como vão acontecer as novas eleições e nem se ele mesmo será candidato. Mais cedo, ao anunciar a nova votação, Evo disse que elas são importantes para que o povo boliviano possa eleger novas autoridades, “incorporando novos atores políticos”.

Pouco antes da renúncia, os chefes das Forças Armadas e da Polícia, além da oposição, haviam pedido que Evo Morales deixasse o cargo para “pacificar” o país.

Nas últimas horas, ao menos três ministros também entregaram seus cargos.

Carlos Mesa, um dos principais opositores, se pronunciou em uma rede social.

“À Bolívia, ao seu povo, aos jovens, às mulheres, ao heroísmo da resistência pacífica. Nunca me esquecerei este dia único. O fim da tirania. Agradecido como boliviano por essa lição. Viva a Bolívia!”

Navio grego suspeito de lançar óleo no mar ficou preso nos EUA em abril

Antes de chegar à Venezuela – onde adquiriu a carga de petróleo cru que teria sido lançada ao mar e que depois viria a atingir a costa nordestina –, o navio grego Bouboulina teria ficado detido nos Estados Unidos por quatro dias e só saído de lá após pagar uma multa.

Segundo as investigações da Polícia Federal, a embarcação ficou presa por causa de “incorreções de procedimentos operacionais no sistema de separação de água e óleo”. A liberação teria sido condicionada à resolução do defeito mais pagamento de multa. O problema teria acontecido em abril, segundo a procuradora da República Cibele Benevides, chefe do Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte.

Nesta sexta-feira, 1º, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal desencadearam a Operação Mácula. Com autorização do juiz Francisco Eduardo Guimarães Faria, da 14ª Vara Federal do Rio Grande do Norte, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na sede de duas empresas no Rio de Janeiro, incluindo uma agência marítima, que representam a empresa grega Delta Tankers no Brasil. A empresa é a dona do navio suspeito de ser a origem do derramamento de óleo no litoral nordestino.

O Bouboulina foi construído em 2006. Segundo a Marinha, o navio partiu do Porto de José, na Venezuela, no dia 18 de julho, carregado de 1 milhão de barris de petróleo do tipo Merey 16 cru. O destino final seria a Singapura. No caminho, teria ocorrido o derramamento de óleo que atinge o litoral nordestino. A Polícia Federal apura se foi intencional ou se foi um acidente.

As investigações apontam que o descarte de óleo provavelmente aconteceu a partir das 11h55 do dia 29 de julho, a 733 Km da costa da Paraíba. Após se afastar do Brasil, segundo as informações da Polícia Federal, o navio atracou na Cidade do Cabo, na África do Sul, em 9 de agosto. No dia seguinte, zarpou rumo a Singapura, mas o destino foi modificado em 13 setembro. O navio retornou ao litoral africano, aproximando-se da Nigéria, até iniciar nova rota no último dia 22 de outubro. O destino final ainda não está identificado.

Atualmente, segundo informações do site Marine Traffic, o navio grego está a 10 milhas náuticas da Cidade do Cabo, capital da África do Sul, no continente africano. O petroleiro segue rumo ao continente asiático – o status é de aguardando ordens para atracar. Nos últimos 10 dias, o navio – capaz de transportar mais de 180 mil toneladas – navegou entre o litoral da Nigéria, no oeste da África, até se aproximar da África do Sul.

Canonização dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu completa 2 anos

No dia 15 de outubro de 2017, na Praça de São Pedro – Vaticano – Roma, o Papa Francisco canonizava os Protomártires do Brasil, santos Potiguares.

Neste dia 15 de outubro a Igreja Católica comemora os 2 anos da elevação dos beatos a santos.

Viva os Santos Mártires de Cunhaú e Uruaçu.

Viva os Santos Potiguares

Sínodo da Amazônia começa neste domingo; entenda o que está em discussão

Sínodo da Amazônia, encontro de bispos da Igreja Católica que neste ano vai discutir a floresta, começa neste domingo (6) e vai até o dia 27 de outubro, no Vaticano.

No encontro serão discutidos temas ambientais, sociais e próprios da Igreja Católica presente nos nove países que compreendem territórios da região amazônica: : Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Guiana, Guiana Francesa, Venezuela e Suriname.

Participam bispos, padres e freiras dessa região, além de estudiosos, pessoas ligadas à Organização das Nações Unidas (ONU) e membros dos escritórios do Vaticano (a Cúria Romana).

Como a maior parte da floresta está no Brasil, o sínodo terá muitos participantes brasileiros. O mais importante deles é o relator-geral, responsável pela redação dos documentos, o cardeal Dom Claudio Hummes.

Veja abaixo os principais pontos do encontro e o que será discutido:

O que é o Sínodo?

A palavra “sínodo” vem do grego “sýnodos” e quer dizer “reunião”. Na Igreja Católica, o sínodo pode ser qualquer reunião entre os praticantes desta religião.

Em 1965, Paulo VI criou o Sínodo dos Bispos. A ideia é reunir Papa e Bispos para discutir temas importantes que podem ser ou não religiosos. Antes da Amazônia, os temas escolhidos haviam sido jovens e família, por exemplo.

Por que o sínodo vai falar da Amazônia?

O sínodo deste ano foi convocado em outubro de 2017 pelo Papa Francisco. A ideia, segundo o Vaticano, é debater as dificuldades de a Igreja atender os povos da região, especialmente os indígenas.

De acordo com a Igreja Católica, faltam padres, as distâncias entre as comunidades são longas e a carência de serviços públicos acaba fazendo com que a Igreja assuma papéis de assistência social.

“O problema essencial é como reconciliar o direito ao desenvolvimento, inclusive o social e cultural, com a tutela das caraterísticas próprias dos indígenas e dos seus territórios”, afirmou Papa Francisco, em fevereiro de 2017.

 que será discutido no Sínodo da Amazônia?

O documento que orienta a reunião tem duras críticas ao atual modelo de desenvolvimento da Amazônia. Entre os pontos a serem debatidos estão:

  • a complexa situação das comunidades indígenas e ribeirinhas, em especial os povos isolados;
  • a exploração internacional dos recursos naturais da Amazônia;
  • violência, o narcotráfico e a exploração sexual dos povos locais;
  • o extrativismo ilegal e/ou insustentável;
  • desmatamento, o acesso à água limpa e ameaças à biodiversidade;
  • o aquecimento global e possíveis danos irreversíveis na Amazônia;
  • a conivência de governos com projetos econômicos que prejudicam o meio ambiente.

Por que o Papa Francisco escolheu falar da Amazônia?

O Papa Francisco é o Papa que mais se dedicou à pauta ambiental. A encíclica Laudato si’ (Louvado seja) foi um dos documentos mais importantes que já escreveu e teve impacto, por exemplo, nas discussões que levaram ao Acordo de Paris.

Há quatro anos, Francisco lançou uma encíclica repleta de críticas ao modelo de desenvolvimento que destrói o meio ambiente sem compromisso com a inclusão social.

Para o Papa Francisco, os problemas sociais e ambientais não podem ser analisados separadamente.

Terão outros temas além da Amazônia?

Além da Amazônia, serão discutidos outros temas, como a liderança das mulheres nas comunidades cristãs, a falta de padres, o diálogo com evangélicos e outros grupos religiosos.

Quais as críticas ao Sínodo?

Autoridades do governo federal brasileiro já manifestaram preocupações sobre este Sínodo. O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, admitiu que a interferência de estrangeiros nas questões amazônicas incomoda a administração do presidente Jair Bolsonaro.

Em nota publicada em fevereiro, em resposta ao jornal “O Estado de S. Paulo”, o GSI admitiu “preocupação funcional com alguns pontos da pauta” do sínodo sobre a Amazônia.

“Parte dos temas do referido evento tratam de aspectos que afetam, de certa forma, a soberania nacional”, diz a nota. O GSI negou, no entanto, que a Igreja seja alvo de investigações da inteligência.

Quais serão as conclusões do Sínodo?

A função do Sínodo dos Bispos não é propor soluções técnicas. A ideia é apresentar princípios para que os envolvidos busquem as soluções.

Segundo Dom Cláudio Hummes, o principal “alvo” das propostas do Sínodo são os próprios participantes, líderes da Igreja na região amazônica.

“Não vamos dizer ‘façam vocês’, mas sim o que ‘nós devemos fazer’ como Igreja missionária e aberta ao diálogo”, afirma.

De acordo com Dom Cláudio, quando as outras partes envolvidas nos temas amazônicos não estiverem abertas ao diálogo (governos e empresas internacionais, por exemplo), é função da Igreja “denunciar os problemas e propor novos caminhos”.

Governo Bolsonaro resolve combater incêndio e desmatamento da Amazônia

Com o seu governo sendo chacota em nível mundial, o Presidente Jair Bolsonaro, resolveu combater incêndio e desmatamento na Amazônia.

Nos últimos dias, a Amazônia vem sendo devastada por queimadas e segundo especialistas, o fogo se alastra a cada segundo, sem controle.

Embora no último sábado Bolsonaro tenha recuado, pedindo diálogo em seu pronunciamento em rede nacional, durante toda semana, o presidente via as queimadas com um ataque ao seu governo.

Com a reação de países desenvolvidos, entre eles Alemanha e França, Bolsonaro resolveu recuar, pois cientistas políticas acreditam que o presidente esperava uma reação favorável ao seu governo por parte de Trump, presidente dos EUA. O fato não teve sucesso.

Bolsonaro ficou só e o jeito foi fazer o seu papel, ser presidente de todos.

Hoje (24), o Exército já enviou aeronaves de combate a incêndio e o Ministro Moro decidiu enviar a Força Nacional para combate ao desmatamento da Amazônia.

PANELAÇO

Ontem (23), durante pronunciamento do Presidente Jair Bolsonaro, a reação de cidades apoiadoras do seu governo foi bater panela. O episodio fez recordar quando a ex-presidente Dilma Rousseff fez pronunciamento em cadeia nacional e os moradores de condomínios de alto padrão fizeram o mesmo. Acredita-se que assessores do Presidente Bolsonaro, o aconselharam que tomasse medidas imediatas para combater o incêndio e impedir o desmatamento na Amazônia.

Analistas acreditam que popularidade de Bolsonaro deve cair ainda mais nos próximos meses.

Brasil deixa Mercosul caso Argentina “crie problema”, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro concordou hoje (16) com a declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que caso o candidato da oposição, Alberto Fernández, vença as eleiçõespresidenciais na Argentina e apresente resistência à abertura econômica do Mercosul, o Brasil deixará o bloco. Fernández, que tem como vice a ex-presidente Cristina Kirchner, recebeu 47% dos votos nas primárias realizadas no último domingo (11).

O atual presidente, Mauricio Macri, ficou com 32%. “O atual candidato que está à frente na Argentina, ele já esteve vistando o [ex-presidente] Lula, já falou que é uma injustiça ele estar preso, já falou que quer rever o Mercosul. Então o Paulo Guedes, perfeitamente afinado comigo, falou que se criar problema, o Brasil sai do Mercosul, e está avalizado”, disse Bolsonaro ao deixar o Palácio da Alvorada nesta manhã.

O presidente brasileiro disse que está disposto a conversar Fernández, mas que o argentino “vai ter que dar o sinal”. “Por causa do viés ideológico, o meu sentimento [antes de ser eleito] é que tinha que acabar com o Mercosul. Lógico, nós chegamos, afastamos o viés ideológico, o contato foi excelente com Macri, excelente com o Marito [presidente do Paraguai, Mario Benitez], o do Uruguai [Tabaré Vázquez], apesar de ser um pouco da esquerda, deu pra conversar”, disse Bolsonaro.

Bolsonaro, entretanto, espera a reeleição de Maurício Macri. “Olha a Argentina aqui, o que aconteceu com a bolsa, com o dólar, com as taxas de juros. O mercado deu sinal que não vai perdoar a esquerda na Argentina novamente. Os empresários não vão investir mais enquanto não resolver a situação política lá”, disse.

O mercado financeiro da região atravessa momentos de volatilidade, após a vitória de Fernández nas eleições primárias. No dia seguinte à votação, o índice Merval, da Bolsa de Buenos Aires, caiu 37,93%, na maior queda diária no mercado de ações na história do país, e o dólar chegou a superar a barreira de 60 pesos argentinos, mas fechou em 52,14 pesos. A moeda do país vizinho desvalorizou-se 14,99% somente na segunda-feira (12). Para conter a saída de capitais, o Banco Central da Argentina aumentou os juros básicos do país para 74% ao ano.

Agência Brasil

Igreja Católica presente na tríplice fronteira amazônica contra o tráfico de seres humanos

A Assembleia Geral das Nações Unidas, com a Resolução A/RES/68/192 de 2013, proclamou o dia 30 de julho como Dia Mundial contra o Tráfico de seres humanos.

Na América do Sul, as regiões fronteiriças apresentam problemas especiais. Juntamente com outros tipos de tráfico, especialmente armas e drogas, o tráfico de pessoas é um dos fenômenos que mais aparece. Essa realidade está muito presente na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, região banhada pelo rio Amazonas, que não separa, mas une seus povos.

Dentro deste contexto a Igreja Católica presente na tríplice Fronteira Amazônica (Brasil, Colômbia, Peru) emitiu um comunicado no qual manifesta “solidariedade, apoio e compromisso para com os irmãos e irmãs indígenas, ribeirinhos, mestiços e demais habitantes das fronteiras vítimas do tráfico de pessoas e tráfico de migrantes”.

Vida em abundância

A Igreja Católica presente nos três países sul-americanos “preocupada pela difícil e complexa dinâmica do territórios” publicou um comunicado, no qual especifica suas razões e auspícios.

Inicialmente recorda que fiel ao Evangelho “Cristo veio até nós para que tenhamos vida e vida em abundância (Jo 10, 10), rezaremos sempre pela vida e a paz”. Porém estes ensinamentos são contrários à realidade do ser humano que é submetido a múltiplas violências e tratado e visto como mercadoria. Por isso, continuam, “rejeitamos de maneira clara e determinada toda a forma de violência na qual a vida têm um preço e seja explorada”.

Escravidão moderna

Em seguida recorda as palavras do Papa Francisco “Desejo chamar todos a comprometerem-se para que esta chaga aberrante, esta forma de escravidão moderna, seja adequadamente contrastada”. Para isso pede o comprometimento da “sociedade civil, autoridades, instituições e organizações” para “lutarem juntos contra este flagelo que se encarna nas nossas comunidades e populações mais vulneráveis”.

O Pacto assinado em dezembro 2018

O documento assinado pelas três realidades católicas segue recordando do Pacto assinado em dezembro de 2018 pelas autoridades da Colômbia, Brasil e Peru na Tríplice Fronteira para o combate do tráfico de pessoas. O compromisso tem como objetivo “ampliar o diálogo e aprimorar a atuação conjunta no sentido de fortalecer a prevenção, a assistência às vítimas e o combate ao tráfico de pessoas e à exploração sexual de crianças, adolescentes e mulheres na tríplice fronteira”.

Em seguida o documento afirma que “espera que estes compromissos sejam efetivos, oportunos e proféticos para a erradicação e/ou diminuição dos casos de tráfico de pessoas na região. E solicita boas práticas de migração, acompanhamento das vítimas e políticas adequadas de trabalho.

Não à indiferença

Outras importantes palavras do Papa Francisco foram recordadas: “Levantemos o véu da indiferença que pesa sobre o destino daqueles que sofrem. Ninguém pode lavar as mãos diante da trágica realidade das escravidões de hoje”. O texto reitera que “a justiça e o acompanhamento sejam garantes do início da inclusão e restabelecimento dos direitos dos que sofreram”.

O comunicado conclui com a invocação de apoio total à este grave problema “desde a prevenção, acompanhamento das vítimas de abuso e violência sexual assim como a promoção dos Direitos dos meninos e meninas,  adolescentes, jovens, mulheres e homens enganados e submetidos à compra e venda de suas dignidades e liberdade”.

“Convido todos, juntamente com o Papa Francisco, à rejeitar toda a forma de violência e violação dos Direitos dos habitantes da majestosa Amazônia para seguir anunciando o Evangelho”.

O documento é assinado pelos bispos Dom José Trevieso, Bispo de San José de Amazonas, Peru; Dom Adolfo Zon Pereira, Bispo da Diocese do Alto Solimões, Brasil e Dom José de Jesus Quintero Días, Bispo do Vicariato de Letícia, Colômbia.