Brasil tem semana com menor número de mortes por Covid-19 desde abril de 2020

No total da semana epidemiológica encerrada neste sábado, foram notificadas 2.323 mortes pela doença – é o menor número semanal desde os primeiros meses da pandemia, no ano passado.

A última vez em que o número de mortes em uma semana foi mais baixo do que isso foi entre 19 e 25 de abril de 2020, quando a pandemia estava havia pouco menos de dois meses no Brasil e 1.669 novos óbitos foram confirmados.

O número de novos casos notificados nesta semana – 71.545 – é também o menor desde a semana encerrada em 9 de maio (59.543).

As médias móveis de óbitos e de infecções estão em tendência de queda e ficaram em 332 e 10.221, respectivamente, neste sábado.

CNN Brasil

Observatório Covid-19 mostra queda de 42,6% em óbitos

O Boletim do Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) referente às semanas epidemiológicas 37 e 38 (de 12 a 25 de setembro) mostra que os avanços na vacinação vêm contribuindo para um cenário positivo. De acordo com a análise, há redução nos números absolutos de óbitos de 42,6% e de internações de 27,7%.

Segundo a Fiocruz, o quadro atual mostra que, uma vez que a população vem sendo beneficiada de forma mais homogênea com a vacinação, o grupo de idosos se consolida como mais representativo entre os casos graves e fatais, com 57% das internações e 79% dos óbitos. “Novamente, pela primeira vez desde o início da vacinação entre adultos, todos os indicadores (internações, internações em UTI e óbitos) passam a ter a média e a mediana acima de 60 anos”, dizem os cientistas.

Para os pesquisadores, apesar da queda dos indicadores, o momento ainda exige cuidado. A análise do número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) observa que, mesmo com a redução de incidência nas semanas anteriores, a grande maioria dos estados encontra-se ainda em níveis altos ou muito altos, acima de um caso por 100 mil habitantes. Isso, na avaliação dos pesquisadores, evidencia a necessidade de atenção, com ações de vigilância em saúde para evitar estes casos graves, com sintomas que levam a hospitalização ou a óbito. A incidência da síndrome é um parâmetro de monitoramento da pandemia de covid-19, uma vez que o SARS-CoV-2 é responsável por 96,6% dos casos virais de SRAG registrados desde 2020.

Outro indicador estratégico, a taxa de ocupação de leitos covid-19 adulto mostra que 25 unidades da Federação estão fora da zona de alerta com taxas inferiores a 60%.

Passaporte vacinal

O Boletim também aponta o passaporte de vacinas como importante estratégia para estimular e ampliar a vacinação no Brasil. Ao defender a adoção dessa iniciativa em todo o território nacional, o documento destaca o princípio do ponto de vista da saúde pública de que “a proteção de uns depende da proteção de outros e de que não haverá saúde para alguns se não houver saúde para todos”.

Para os pesquisadores, é importante que sejam elaboradas diretrizes em nível nacional sobre o passaporte de vacinas para evitar a judicialização do tema, criando um cenário de instabilidade e comprometendo os ganhos que vêm sendo obtidos com a ampliação da vacinação. “Reforçamos, portanto, que esta estratégia é central na tentativa de controle de circulação de pessoas não vacinadas em espaços fechados e com maior concentração de pessoas, para reduzir a transmissão da covid-19, principalmente entre indivíduos que não possuem sintomas”, afirmam.

Agência Brasil

Covid: Brasil tem média móvel de mortes abaixo de 1.000 pelo 9º dia seguido

O Ministério da Saúde confirmou 399 novas mortes por covid-19 neste domingo (8.ago.2021). Com isso, o país chegou a 563.151 vítimas desde o início da pandemia. As informações são do Poder 360.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil também registrou mais 13.893 casos de covid-19 nas últimas 24 horas. Com isso, alcançou 20.165.672 contaminados. A autoridade de saúde disse que, do total de 20.165.672 de casos, 18.907.243 estão recuperados e 695.278 continuam em acompanhamento médico.

Os registros de mortes não se referem a quando alguém morreu, mas ao dia em que o óbito por coronavírus foi informado ao Ministério da Saúde. Aos fins de semana há menos registros não porque morrem menos pessoas, mas porque há menos funcionários nas autoridades de saúde para reportar os dados.

Ainda sob análise, pacientes com sintomas duradouros de Covid se sentem melhor após vacina

Judy Dodd começou a lutar contra os sintomas duradouros da Covid na última primavera no hemisfério Norte (outono no Brasil) —falta de ar, dor de cabeça, cansaço. Então, ela foi vacinada. Depois da primeira dose da Pfizer-BioNTech, no final de janeiro, Judy se sentiu tão mal fisicamente que teve de ser convencida a tomar a segunda. Durante três dias depois, ela também se sentiu péssima. Mas, no quarto dia, tudo mudou. “Eu acordei e pensei ‘Que linda manhã!’”, disse a professora, que também é atriz e diretora. “Foi como se eu estivesse dirigindo ‘Sweeney Todd’ há meses e, de repente, estava dirigindo ‘Oklahoma’.”

Judy, que continua se sentindo bem, é uma das várias pessoas que estão relatando que os sintomas pós-Covid que tiveram durante meses começaram a melhorar desde que foram vacinadas. É um fenômeno que médicos e cientistas estão observando de perto, mas, como em diversos pontos relacionados à pandemia, há muitas incertezas.

Além das pessoas que relatam sentir-se melhor após as injeções, muitas dizem que não sentiram mudanças e um pequeno número afirma que se sentiu pior.

Os relatos dos médicos também variam. Daniel Griffin, especialista em doenças infecciosas na Universidade Columbia, disse que cerca de 40% dos pacientes antigos de Covid que ele trata citam melhoras dos sintomas após a vacinação. “O cansaço não é tão grande e, às vezes o olfato retorna”, afirma Griffin.

Outros médicos dizem que ainda é cedo para saber ao certo. “Muito poucos participantes foram vacinados até agora para realmente termos uma visão maior dessa questão”, disse Michael Peluso, especialista em doenças infecciosas que trabalha em um estudo de pacientes antigos de Covid na Universidade da Califórnia.

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Vereador, cantor gospel e ex-Olodum, Irmão Lázaro morre na Bahia vítima da Covid-19

Vereador em Salvador (BA) pelo PL e cantor gospel, Antônio Lázaro Silva, conhecido como Irmão Lázaro, morreu nesta sexta-feira (19) aos 54 anos, em Feira de Santana, no interior baiano, onde estava internado desde 25 de fevereiro após contrair Covid-19. “Hoje a pessoa mais importante da minha vida se foi. O homem que eu mais amei e continuarei amando o resto da vida”, lamentou a filha Marta Silva.

Nascido no bairro da Federação, em Salvador, o político e artista tocou contrabaixo em várias bandas baianas, em bares, boates e, em outra fase da vida, ficou famoso como um dos integrantes da Banda Olodum. Nessa época, era conhecido como Lázaro Negrume e emplacou um grande sucesso, a música “I miss Her”, também chamada de “melô do pom pom pom”, um dos grandes hits do axé.

A jornada gospel começou após um período de dependência química. Pastor da igreja Batista Luz Divina em Feira de Santana, ele adotou o nome de Irmão Lázaro e passou a fazer shows e apresentações em igrejas, congressos e encontros religiosos.

O artista levou o axé para suas louvações, com grande sucesso. O “pom, pom, pom” de “I miss her” se transformou em “eu sou de Jesus, eu sou de Jesus”.

A vida política começou em 2014, quando ele foi eleito deputado federal. Quatro anos depois, tentou uma vaga no Senado pelo PSC, mas não foi eleito. Nas eleições de 2020 conseguiu uma das vagas na Câmara Municipal de Salvador.

Também foi secretário de Relações Institucionais em Salvador, em 2016. Coordenou o projeto “Sua Vida Vai Mudar”, focado na recuperação de dependentes químicos.

Irmão Lázaro é o fundador da Comunidade Terapêutica Sentimento Novo, que recebe dependentes químicos para tratamento. “Em apenas uma semana, 15 mil pessoas morreram no país. Só eu perdi duas pessoas muito queridas. Hoje, com tristeza, me despeço de Irmão Lázaro, mais uma vítima da Covid. Não são só números. São vidas, histórias, famílias em luto”, lamentou o ACM Neto, ex-prefeito de Salvador e presidente nacional do DEM.

ACM Neto lembrou do vereador como um artista que emocionou muita gente com a voz inconfundível.

O deputado federal Kim Kataguiri disse estar muito triste com a morte de Irmão Lázaro. “Mais um dos mais de 290 mil brasileiros que não resistiram a esse vírus maldito. Meus sentimentos aos amigos e familiares”, afirmou.

FOLHAPRESS